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O começo da história

Chegando a sua 50a edição, a Copa São Paulo Júnior é uma das maiores vitrines do mundo para jovens talento. Relembramos a estreia de Neymar, caçula de sua edição, e outros casos de sucesso. Mas nem sempre.

Crowd at Copinha

Giancarlo Giampietro
Em São Paulo

A Copa São Paulo Júnior 2019 não abre apenas o calendário das principais competições do futebol brasileiro, como praxe. Ela também pode ser invariavelmente o ponto de partida para a carreira de muitos craques.

Chegando a sua 50a edição, o torneio permitiu que jovens de diversas gerações sonhassem longe. Com 128 clubes inscritos para sua disputa, essa premissa ganha ainda mais força, mexendo com a cabeça de milhares de mais de 2.000 garotos da categoria sub-19. Não importa de onde venham.

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Pegue, por exemplo, a primeira rodada – marcada para 2 de janeiro. Será a oportunidade para os atletas do Ricanato, de Tocantins, enfrentarem o maior vencedor da história da “Copinha”, o Corinthians, triunfante em dez edições, em Itu. No dia seguinte, um desafio igualmente relevante será proposto ao River, do Acre, que vai enfrentar o Flamengo, atual campeão, em Jaguariúna.

Para constar, os 128 times estão distribuídos em 32 grupos, que estarão espalhados por 30 cidades paulistas. Os dois primeiros avançam aos mata-matas. A final, seguindo a tradição, está marcada para o dia 25 de janeiro, no Pacaembu.

Caem na estrada, então, não só olheiros dos principais clubes brasileiros, mas também de europeus, que mandam seus representantes há pelo menos uma década. Se não para contratação imediata, mas para mapear eventuais reforços em janelas posteriores de mercado.

Várias Seleções

Dez anos antes de fazerem histórica parceria na Copa do Mundo de 1982, Paulo Roberto Falcão e Toninho Cerezo exibiram sua precoce categoria na Copinha. O Internacional de Falcão foi, inclusive, à final, sendo derrotado pelo Nacional, de São Paulo. Já o Atlético-MG de Cerezo foi eliminado pelo Guarani pelas oitavas.

Casagrande jogou pelo Corinthians as edições de 1980 e 1981. Ainda conhecido apenas como “irmão mais jovem de Sócrates”, o meia Raí foi vice-campeão pelo Botafogo de Ribeirão Preto em 1983. Ao final da década, o Flamengo campeão de 1990 talvez tenha sido o grande esquadrão do torneio, com Djalminha, Marcelinho Carioca e Júnior Baiano.

São vários os casos. Da Espanha-1982 à Rússia-2018, diversas gerações da Seleção viram seus jogadores despontarem em São Paulo. Incluindo seu principal jogador da atualidade.

Chame o caçula

O torcedor santista mais fanático já o conhecia. Para espectadores desavisados, porém, a imagem daquele garotinho à beira do gramado, esperando a autorização do árbitro para entrar, talvez despertasse espanto: a camisa 21 do Santos mais parecia um roupão de tão franzino que Neymar era, pronto para participar de seu primeiro jogo televisionado no país.

O astro brasileiro fez sua estreia pela Copinha em 10 de janeiro de 2008, contra o Barra do Garças, do Mato Grosso. Quando foi a campo – no lugar de um certo Paulo Henrique Ganso –, seu time vencia por 3 a 1. Em cerca de 15 minutos, participou de mais dois gols . Ah, mais importante: ele tinha só 15 anos, sendo o mais jovem daquela edição, que era sub-20!

Ele fez três gols no torneio, mas viu o Santos cair cedo, pelas oitavas. Em março, já faria sua estreia como profissional.

Atenção!

Relembramos alguns casos notáveis de sucesso precoce. Mas, garotada, muita calma nessa hora. Não quer dizer que protagonistas da Copa São Paulo tenham sucesso garantido na carreira. De todo modo, também vale o oposto: passar batido no torneio tampouco significa o fim.

Para ficar em exemplos de uma geração atrás, falemos de gente como Kaká e Robinho. Os dois foram reservas respectivamente de São Paulo vice-campeão em 2001 e do Santos quadrifinalista em 2002. Sabemos bem o que veio desde então.

O caso de Kaká é fácil de compreender. Ou melhor, de “Cacá” – àquela época o nome do futuro craque era grafado assim. Em setembro de 2000, o jogador sofreu acidente em um parque aquático de Caldas Novas, Goiás, batendo a cabeça no fundo de uma piscina. Correu o risco de ficar tetraplégico, por ter sofrido fratura na quarta vértebra cervical.

Kaka at the age when he was playing Copinha

Seu processo de recuperação o deixou atrás na fila para a Copinha. Mas naquele ano, meses depois, ganharia o primeiro troféu como profissional, fazendo inclusive o gol do título do Rio-São Paulo.

Já Robinho era simplesmente o reserva do centroavante William, que viria a compor trio no time profissional com seu temporário substituto e o meia Diego. Os três eram melhores amigos no início de carreira. Naquele mesmo ano de 2002 foram campeões brasileiros já no profissional.

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